Eles não queriam que a gente ficasse aqui!

Provando o contrário do que planejava o governo na época, que era a retirada das famílias da vila Paranoá, inclusive propondo vários localidades, Samambaia e até Brasilinha, a comunidade se organizou em movimentos e garantiu a fixação de suas moradias no Paranoá.

Com desculpas de que área onde vivíamos não era apropriada para assentar as famílias, pois não tinha como colocar rede de água e esgoto e fazer grandes construções, ou seja, não tinha como dar condições dignas de vida para população, afirmava que a melhor alternativa era nos remover da vila Paranoá.

A associação de moradores do Paranoá unificou o sentimento da comunidade e liderou a resistência com várias ações e manifestações junto ao GDF: a luta pela água, manifestação pela construção de escolas, reinvindicação do posto de saúde e por causa das constantes derrubadas de barracos na vila Paranoá, houve a manifestação onde um grupo de pessoas fizerem greve de fome na porta do buriti, a partir desse fato fortaleceu campanha pela fixação do Paranoá-  daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Com uma história de vitória, nós comemoramos como de costume na praça do roxo, no dia 18 de agosto de 1988, a publicação no diário oficial da fixação do Paranoá.

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